terça-feira, 1 de novembro de 2011

Acho que sou mesmo um cão pastor (mas muito prendado)

Hoje foi o primeiro dia pós-"divórcio" que resolvi ficar em casa e não sair para me distrair com o mundo. Vai daí, toca de aspirar, limpar o pó, passar a ferro, organizar pastas, fazer o almoço, pôr livros por ordem alfabética e até recortar receitas. Às seis da tarde, dei por mim a ponderar fazer bolachas no forno, coisa que nunca fiz na vida e que só continuo sem nunca ter feito porque me faltam na despensa ingredientes essenciais como amido e açúcar baunilhado. Mais uns dias assim e isto já nem sou eu naquela-hiperactividade-a-ver-se-não-me-cai-a-ficha. Mais uns dias assim e isto sou eu como uma perfeita Martha Stewart. Uma rapariga prendada, um (ainda) melhor partido.
Ora toma. 

9 comentários:

Mia disse...

Eu não acredito em relações.
Por tudo.
Tenho 23 anos. (ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh)

Miss Audrey disse...

Eu sei o que é isso, estou a passar pelo mesmo, 7 anos de relação e 4 de casamento.... Lá ando eu de lenço na cabeça e de aventalzinho, tipo gata borralheira...
Força!

Juanna disse...

Pois eu não estou a passar pelo mesmo, o meu casamento vai estupendamente e estou contente. Mas passei por isso há 9 anos atrás, com o pai da minha filha e sei qual é a sensação de machadada no peito e falta de ar pela manhã. Limpar a casa ajudou-me, por tonto que pareça, mudar a posição dos móveis, pintar paredes, esfregar o chão, abrilhantar os vidros. Casa novo, cheiro a lavado e cabeça pronta para um novo dia.

Bolachas no forno não são nada de especial :)

Aflito disse...

Faz com açúcar amarelo que vai dar ao mesmo.

Também sou bué de prendado! :|

chinfrim disse...

O "Ora toma." fez-me rir! E tens toda a razão, estás cada vez melhor :)

Carla Isabel disse...

Isso...o importante é dar a volta por cima...limpa a casa, pinta paredes, muda os moveis ...arranja um novo amor!VIVE!

Beijinho

S* disse...

Acho que é uma forma de investires em ti por isso... força!

Anónimo disse...

Estou a passar por algo parecido com uma bebé de 2 meses nos braços... no meio disto tudo acho que o facto de estar soterrada em fraldas e biberões me ajuda porque não me deixa tempo para pensar no projecto de vida desmoronado, nos 14 anos de relação e quase 7 de casamento. Por isso sim, manter a cabeça e o corpo ocupados pode ser a melhor anestesia, se bem que a dada altura será preciso fazer a coisa em modo cold turkey.

Mara

Maria Pitufa disse...

" Ora Toma"... um conclusão genial!! Não sei o que estás a passar porque nunca passei pelo mesmo, mas com esse espírito dás a volta por cima num instante!!! Força aí!!