segunda-feira, 14 de maio de 2012

Há coisas sobre as quais não sei muito bem escrever…

E não sei escrever sobre lares. Casas de saúde, de repouso, tantos nomes e nenhum que diga o que a ideia me faz sentir. Não sei escrever sobre isso. E acho que não quero. Este sábado a minha avó vai para um, porque já não pode ficar sozinha, e eu queria escrever qualquer coisa sobre o assunto mas não consigo. Escrever ia obrigar-me a pensar muito em muitas coisas em que não quero pensar. Não agora, pelo menos.

6 comentários:

Vespinha disse...

É triste, mas pensa que pelo menos estará acompanhada e que terá as vossas visitas...

Maria Pitufa disse...

Esta é daquelas alturas que independentemente do que te diga, vai parecer ridiculo para te confortar e todas as frases vão parecer um chavão! Força aí!

cata disse...

Não te culpabilizes. Há lares muito bons. Vai lá vê-la com regularidade. O importante é continuar a sentir-se amada e importante para os seus filhos e netos. Não pode nunca sentir que foi depositada num sítio para morrer. É a diferença entre ser feliz ou deixar-se morrer.
Coragem!
Cata
http://longoriotranquilo.blogspot.pt/

fabi mourinho disse...

Eu trabalho num lar...não é mau como tantas pessoas pensam. Sinceramente, continuo a achar que nada substitui a nossa casa e a nossa família...mas acredita que (pelo menos nesta casa onde trabalho) há amor e dedicação e as pessoas conseguem ser felizes aqui. O mais importante é não faltar a ligação à família (se possível, diária).

Anónimo disse...

A minha Avó esteve num lar (por opção) e foi muito (mesmo muito!) feliz lá. Era um lar muito bom (zona de Aveiro), é certo que sim, mas este comentário serve antes para te dar alento: estar num lar não é necessariamente uma coisa má. :)

pipa

Tamborim Zim disse...

Sobre os lares tenho esta opinião: p familiares muito próximo, são a última opção. Só em último caso - e, por vezes, pode ser esse último caso a conceder-lhes os cuidados de q necessitam. Cada um saberá ajuizar.