sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Lado B

A Joan as Police Woman escreveu uma canção que se chama "Start of my heart", onde canta sobre alguém que a mudou e que conseguiu acordar-lhe o coração e salvá-la como se ela fosse um origami.
Eu sou o lado B dessa canção. Em vez de start eu sou o end, o off. E a minha folha de papel não deu um origami nenhum nem nada que pudesse ser salvo. Foi passada pela máquina trituradora e só ficaram as tiras. Tiras que vão precisar de muito tempo e vão dar muito trabalho a colar. (Se é que ainda dá para as encontrar e as colar a todas.)

8 comentários:

R.L. disse...

dá sempre para colar. sempre.

crème fraîche disse...

much love for you girl...

Emma Bovary disse...

Eu também tenho a alma feita em tiras. E essa canção tirou-me o chão pelo simplismo com que ela fala dos sentimentos. O Jeff deve ter deixado um vazio enorme mas ela põe as coisas de forma natural.. Não tenho essa "clarividência" de sentimentos.

Mas não me ponho no lado B. Amei, fui honesta, ensinei, aprendi, perdoei, fui feliz e acabei por me foder à força toda. Mas sei que o meu coração funciona. Porque se partiu.

(E tu podes estar a falar de uma coisa completamente diferente mas pronto... É o que vejo na canção.)

continuando assim... disse...

dá trabalho... é preciso muita paciência ...mas eu acho que dá:) digo eu que sou uma aparvalhada romantica que já nem se usa para aí :)

bj
teresa

Alexandre disse...

:)

Carochinha disse...

Eu levo a cola. Levo sim, quando quiseres. Há-de ajudar alguma coisa :)

Neni disse...

Been there..:(

rita disse...

eu fiquei feita em tiras há uns anos atrás e, naquela altura, o que eu achava que tinha perdido equivalia a 1/3 da minha vida.
e doeu muito, depois ficou dormente até finalmente cicatrizar quando percebi que o mundo e a vida não tinham acabado ali.
e isso só aconteceu quando me determinei a não viver triste por uma pessoa que não ia voltar e que também já tinha perdido o seu lugar em mim.
espero que todas as coisas e pessoas boas que tens na tua vida te ajudem a encher o peito de ar e seguir em frente.
e, tal como as rugas, as cicatrizes não desaparecem, mas podem atenuar-se com o passar daquele lugar comum que cura tudo: o tempo.