sexta-feira, 29 de março de 2013
Uma nova resposta
Ele deixou a escova de dentes em minha casa e quando reparei não me deu vontade de gritar ou arrancar os cabelos. Por isso sim, é oficial: tenho uma nova resposta para a pergunta do costume da minha avó. E estou feliz.
quarta-feira, 20 de março de 2013
A pergunta do costume
Todos os domingos, certo como o sol nascer, a minha avó pergunta-me se já tenho namorado (às vezes também junta os braços a fingir que está a embalar um bebé, e pergunta-me quando lhe dou um bisneto, mas nem vamos por aí). Foram tantas as vezes que disse as mesmas palavras nos últimos meses que recentemente até passou a um: "então e a pergunta do costume?". Este domingo, portanto, já sei o que lá vem. Tenho é de começar a pensar na resposta.
sexta-feira, 15 de março de 2013
sexta-feira, 1 de março de 2013
Sossega coração
Acabo de ler numa manchete de jornal que o frio aumenta o número de enfartes, e entre os quatro graus e a taquicardia dos últimos dias é melhor ter cuidado.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Do filme que fui ver ontem enquanto também estou à procura dos meus finais felizes II
- The only way to beat my crazy was by doing something even crazier. Thank you. I love you. I knew it from the moment I saw you. I'm sorry it took me so long to catch up.
Do filme que fui ver ontem enquanto também estou à procura dos meus finais felizes I
- You know, for a while, I thought you were the best thing that ever happened to me. But now I'm starting to think you're the worst.
Silver Linings Playbook (Guia Para um Final Feliz)
Silver Linings Playbook (Guia Para um Final Feliz)
Cardiofitness
Deitar-me e achar que sim. Acordar e pensar que não. Dar três passos e ficar na dúvida. Receber uma mensagem e ter a certeza. Não receber uma mensagem e ficar com medo de ter ido tudo ao ar. Ir ao ar de alegria e a seguir cair tudo ao chão. Defender com unhas e dentes que o mundo é dos que são sinceros e ter medo que afinal seja dos que vestem armaduras. Olhar para ele e perceber que afinal sim, há histórias felizes. Olhar para ele e ter medo que não, essas histórias felizes não sejam para mim. Fazer uma ginástica entre ser uma pessoa impulsiva e uma pessoa escaldada. Não saber voltar atrás e ter medo de não conseguir ir para a frente. Andar extenuada com esta coisa de se ser ou não correspondido. Ter o coração aos saltos e vontade de responder, quando me desafiam a ir ao ginásio: agora não dá, comecei a gostar de uma pessoa e isso já é exercício cardiovascular que chegue.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
E depois vai-se a ver...
... e o coração fica negro mas é de bater mais depressa e já não apetece dar socos em quem nos vier mostrar mais um cupidozinho que seja.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Isto é como aquela coisa de ver bonecos nas nuvens?
Este sábado, ao entrar numa loja de design vintage em busca de aquisições novas para a casa (que geralmente dão apenas em aquisições novas para a minha cada vez maior wishlist), deparei-me com este banco, mais uma criação linda da dupla Eames. Chama-se banco-borboleta, mas serei só eu que olho para isto e vejo o rabo de uma baleia a entrar no mar?
Adoro.
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Cinco anos
Sessenta meses de parvoíces desde esta primeira mensagem pendente. Obrigada aos que continuam a vir e aos que chegaram entretanto. É bom saber que algumas mensagens chegam ao seu destino.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Vamos lá então sair da segunda
" Na dúvida, acelere. Gosto muito dessa frase."
Elvira Vigna, Nada a Dizer (Quetzal)
Elvira Vigna, Nada a Dizer (Quetzal)
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
As verdades que me assaltam às onze da noite
Para ter o coração num tiroteio, como no último livro do Paulo Lins, primeiro é preciso abrir o peito às balas.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Os 30 e a pulseira de pérolas
Este ano, eu e as amigas da faculdade chegamos ao grande número dos trintas. Aquela idade em que achávamos que já íamos ter filhos e uma carreira espectacular quando nos sentávamos na bancada da FCSH a jogar cartas (e nenhuma noção da vida real, portanto). Para assinalar a data, que só pode mesmo ser assinalada com pompa e circunstância, resolvemos planear uma viagem lá para Novembro (quando a última se despede dos vintes) em que o único critério é haver um bar dentro da piscina, daqueles em que basta abanar a pulseirinha no braço para nos trazerem uma pina-colada a correr, mesmo que sejam 11 da manhã. Claro que como as coisas andam, não há Malásia ou Seychelles para ninguém e o mais certo é irmos até Albufeira numa carrinha alugada, mas o que interessa é o espírito. Festejar e aparvalhar como sempre fizemos até aqui, quando estamos juntas. Para minha alegria, que parece que comecei 2013 com pensamentos profundos e grandes reflexões sobre o que gostava de já ter alcançado na minha vida, isto começou já na semana passada, quando a primeira de nós fez anos e outra apareceu com a ideia de um amuleto para enfrentar cada aniversário. O amuleto, percebemos depois de algum suspense, é nada mais nada menos do que uma pulseira de pérolas. A fingir, claro (ou não iríamos parar a Albufeira), mas com aquele ar adulto e senhoril que se espera de umas trintonas como nós praticamente já somos. A ideia é cada uma receber a pulseira no seu aniversário e usá-la todos os dias até ao aniversário seguinte, altura em que se passa o testemunho à próxima felizarda. A mim calha-me todo o Verão, três meses de pérolas branquinhas no pulso e impossíveis de esconder debaixo de uma camisola, mas cá para mim ainda lançamos uma tendência. E rimos muito, mesmo dos 30, que é o que se quer.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Prazeres da vida
Ligar para o meu empreiteiro pronta a disparar porque nunca mais foi lá a casa tratar de uma obra de nada e descobrir que o toque de espera que ele pôs entretanto é o "Time of my life" do Dirty Dancing.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
E que alegria
Acabo de descobrir que o José Maria Vieira Mendes se juntou à blogosfera em nome próprio. E se há alguém que vale a pena ler, é ele.
Aqui.
Aqui.
Começar o dia com palavras sábias
"A vida é má e imprevisível, é uma puta, mas ao mesmo tempo é linda. É preciso aceitar essa ambiguidade."
Miguel Esteves Cardoso (em carne e osso, ao vivo e a cores)
Miguel Esteves Cardoso (em carne e osso, ao vivo e a cores)
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
domingo, 6 de janeiro de 2013
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Mandamentos para 2013 #2
Aprender que não é preciso ter alguém em quem pensar e pensar tanto nisso até ser verdade.
Mandamentos para 2013 #1
Não pensar em pessoas indisponíveis que se tornam automaticamente mais atraentes no momento em que desaparecem.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
A palavra do ano
Por volta desta altura, e a cada 12 meses, a Porto Editora faz uma eleição para escolher a palavra do ano. A minha pode ter apenas um voto, pode nem ser portuguesa, mas é a campeã absoluta de 2012:
Timing.
Timing.
sábado, 29 de dezembro de 2012
Ainda 2012
A vantagem de terminar um ano como eu terminei 2011, com a faixa de "separados de fresco" ao peito e aquela sensação de que o calendário podia ter saltado 12 meses que tinha dado jeito, é que o ano seguinte, à partida, só podia ser melhor. E 2012, embora não tinha sido propriamente o que eu estava à espera, foi ainda assim um ano bom. Foi um ano para mim. Para redescobrir quem sou eu sozinha. Para voltar a ouvir as minhas músicas de manhã e à noite e ao fim do dia. Voltar a escrever para a gaveta e para os outros e para mim. Ter a certeza que a melhor coisa que pode vir do fim de uma relação é que é esse mesmo fim que permite dar início a uma outra coisa qualquer. E que o dia em que as coisas acabam é também a véspera do dia em que as coisas começam, mesmo que haja muitos outros dias lá pelo meio. 2012 teve isso. Teve primeiros encontros e primeiros beijos e joelhos a tremer. Teve saídas até às dez da manhã. Teve novos amigos e velhos amigos e casamentos e até os primeiros filhos dos amigos, ainda em modo feijão mas já parte da família. Teve um gato novo que me destruiu a árvore de Natal e me arranha as pernas como se fossem palmeiras mas todos os dias me acorda com festas e beijinhos. Teve Paris. Teve timings errados mas boas histórias. Teve boas surpresas agora no final, ainda que complicadas. Teve, acima de tudo, a confirmação de que o mundo pode estar a desmoronar-se, a carteira depenada, o coração às moscas ou tudo ao contrário mas eu voltei a ser eu, a sentir-me bem só porque sim e a acreditar, sabe-se lá porquê, que no próximo ano é que vai ser, as pessoas são maravilhosas, o amor é lindo e hoje choveu mas amanhã vai estar aquele céu azul e aquela luz branca de Lisboa que deixou a minha amiga que vive em Londres com dores de cabeça, de tão forte que é.
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