quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

As verdades que me assaltam às onze da noite

Para ter o coração num tiroteio, como no último livro do Paulo Lins, primeiro é preciso abrir o peito às balas.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Os 30 e a pulseira de pérolas

Este ano, eu e as amigas da faculdade chegamos ao grande número dos trintas. Aquela idade em que achávamos que já íamos ter filhos e uma carreira espectacular quando nos sentávamos na bancada da FCSH a jogar cartas (e nenhuma noção da vida real, portanto). Para assinalar a data, que só pode mesmo ser assinalada com pompa e circunstância, resolvemos planear uma viagem lá para Novembro (quando a última se despede dos vintes) em que o único critério é haver um bar dentro da piscina, daqueles em que basta abanar a pulseirinha no braço para nos trazerem uma pina-colada a correr, mesmo que sejam 11 da manhã. Claro que como as coisas andam, não há Malásia ou Seychelles para ninguém e o mais certo é irmos até Albufeira numa carrinha alugada, mas o que interessa é o espírito. Festejar e aparvalhar como sempre fizemos até aqui, quando estamos juntas. Para minha alegria, que parece que comecei 2013 com pensamentos profundos e grandes reflexões sobre o que gostava de já ter alcançado na minha vida, isto começou já na semana passada, quando a primeira de nós fez anos e outra apareceu com a ideia de um amuleto para enfrentar cada aniversário. O amuleto, percebemos depois de algum suspense, é nada mais nada menos do que uma pulseira de pérolas. A fingir, claro (ou não iríamos parar a Albufeira), mas com aquele ar adulto e senhoril que se espera de umas trintonas como nós praticamente já somos. A ideia é cada uma receber a pulseira no seu aniversário e usá-la todos os dias até ao aniversário seguinte, altura em que se passa o testemunho à próxima felizarda. A mim calha-me todo o Verão, três meses de pérolas branquinhas no pulso e impossíveis de esconder debaixo de uma camisola, mas cá para mim ainda lançamos uma tendência. E rimos muito, mesmo dos 30, que é o que se quer.  

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Prazeres da vida

Ligar para o meu empreiteiro pronta a disparar porque nunca mais foi lá a casa tratar de uma obra de nada e descobrir que o toque de espera que ele pôs entretanto é o "Time of my life" do Dirty Dancing.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

E que alegria

Acabo de descobrir que o José Maria Vieira Mendes se juntou à blogosfera em nome próprio. E se há alguém que vale a pena ler, é ele.

Aqui.

Começar o dia com palavras sábias

"A vida é má e imprevisível, é uma puta, mas ao mesmo tempo é linda. É preciso aceitar essa ambiguidade."

Miguel Esteves Cardoso (em carne e osso, ao vivo e a cores)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Mandamentos para 2013 #2

Aprender que não é preciso ter alguém em quem pensar e pensar tanto nisso até ser verdade.

Mandamentos para 2013 #1

Não pensar em pessoas indisponíveis que se tornam automaticamente mais atraentes no momento em que desaparecem.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

A palavra do ano

Por volta desta altura, e a cada 12 meses, a Porto Editora faz uma eleição para escolher a palavra do ano. A minha pode ter apenas um voto, pode nem ser portuguesa, mas é a campeã absoluta de 2012:

Timing.

sábado, 29 de dezembro de 2012

E teremos sempre o Casablanca

Que por sinal dá hoje na Dois e lá terei de ver pela 7566552453ª vez.



Ainda 2012

A vantagem de terminar um ano como eu terminei 2011, com a faixa de "separados de fresco" ao peito e aquela sensação de que o calendário podia ter saltado 12 meses que tinha dado jeito, é que o ano seguinte, à partida, só podia ser melhor. E 2012, embora não tinha sido propriamente o que eu estava à espera, foi ainda assim um ano bom. Foi um ano para mim. Para redescobrir quem sou eu sozinha. Para voltar a ouvir as minhas músicas de manhã e à noite e ao fim do dia. Voltar a escrever para a gaveta e para os outros e para mim. Ter a certeza que a melhor coisa que pode vir do fim de uma relação é que é esse mesmo fim que permite dar início a uma outra coisa qualquer. E que o dia em que as coisas acabam é também a véspera do dia em que as coisas começam, mesmo que haja muitos outros dias lá pelo meio. 2012 teve isso. Teve primeiros encontros e primeiros beijos e joelhos a tremer. Teve saídas até às dez da manhã. Teve novos amigos e velhos amigos e casamentos e até os primeiros filhos dos amigos, ainda em modo feijão mas já parte da família. Teve um gato novo que me destruiu a árvore de Natal e me arranha as pernas como se fossem palmeiras mas todos os dias me acorda com festas e beijinhos. Teve Paris. Teve timings errados mas boas histórias. Teve boas surpresas agora no final, ainda que complicadas. Teve, acima de tudo, a confirmação de que o mundo pode estar a desmoronar-se, a carteira depenada, o coração às moscas ou tudo ao contrário mas eu voltei a ser eu, a sentir-me bem só porque sim e a acreditar, sabe-se lá porquê, que no próximo ano é que vai ser, as pessoas são maravilhosas, o amor é lindo e hoje choveu mas amanhã vai estar aquele céu azul e aquela luz branca de Lisboa que deixou a minha amiga que vive em Londres com dores de cabeça, de tão forte que é.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

2012

Assim na recta final toma lá um par de boas surpresas para teres a certeza de que sim, foi um ano bom.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Acabaram-se as asneiras

Estas começadas por "M" e as outras de andar a viver um amor ou quase-amor que não pode ser.
(Mas foi bom enquanto durou).

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

E quando o plural se torna em singular

"Gosto muito de homens e não consigo viver sem ele."

Rita Blanco no programa "Fala com Ela". A entrevista passou há meses, eu é que só ouvi hoje, graças a uma boa surpresa.

Quanto à árvore de Natal, já está feita

E este ano com direito a um enfeite novo.


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Menos é mais

Dando aqui início à wishlist natalícia, acabo de me deparar com um livrinho que reúne as ilustrações de Dennis de Groot, um designer gráfico que pega em ícones da nossa cultura e os desconstrói em linhas básicas e geométricas. Tão simples, tão giro, tão eficaz.



E o meu preferido:

domingo, 2 de dezembro de 2012

Se calhar por isso é que eu via o Pinóquio quase todos os dias

Porque as pessoas são todas umas mentirosas, dizem coisas em que não acreditam, e eu com seis anos já tinha percebido.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

E Londres aqui com tão perto...

... com três exposições tão boas ao mesmo tempo.

William Klein na Tate


  
Vhils na Lazarides (a partir de dia 30)



Tim Walker na Somerset House


quarta-feira, 14 de novembro de 2012

E voltando à história do jantar

Eu sei que deixei muita gente em suspenso com a história do "correu tão bem, que horror". Mas não é, prometo, uma táctica para ter mais visitas ou mais leitores à espera das cenas dos próprios capítulos. Eu própria estou assim, a ter de deixar passar o tempo e ver o que é que faço com isto, à distância. Só me falta começar a escrever cartas com uma pena, como no século XIX e nos romances do Camilo Castelo Branco.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Em modo decoração

Quase a fazer um ano desde que vivo sozinha, posso dizer que a minha casa está quase toda ao meu gosto. Quase. Acabo de ver que me falta esta almofada da Hardcore Fofo (o melhor nome de sempre, já agora).



quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Na mesma tarde...

... Uma amiga que faz contas à vida para ver se pode ter um filho e diz que um dia destes talvez vá em frente porque sempre teve qualquer coisa de kamikaze; outra amiga que está cansada de empregos-que-equivalem-a-pensos-rápidos e pela primeira vez pensa seriamente em emigrar porque não tem dinheiro para pagar as contas do próximo mês; uma terceira amiga que é avisada ao dia 7 de Novembro que não vai receber ordenado até ao final do ano e é suposto continuar a ir trabalhar e dar sempre mais e ainda planear as festas felizes e os presentes pelo meio, ho ho ho. As três a falarem disto na mesma tarde, a terem de lidar com isto ao mesmo tempo, como que unidas por uma estranha e injusta fraternidade.
Ontem um colega meu riu-se às gargalhadas quando outra colega disse "quando a crise acabar acho que isto e aquilo". Foi o mesmo riso de quem ouve alguém dizer que vai à lua passear num balão de ar quente e foi tão espontânea a descrença que eu ri-me com ele. Mas hoje vi angústia e falta de esperança em pessoas de quem gosto muito. E não sei se ria se chore.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

E agora uma dúvida muito parva

Estarei demasiado velha para usar boné? É que estes da Kenzo com a New Era são tão bonitos...