quarta-feira, 18 de abril de 2012

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

E agora o meu word actualizou-se para o novo acordo ortográfico. Não tarda nada vou ter de escrever espetador, e imaginar as pessoas a irem ao cinema e ao teatro armadas de garfos e facas e a passarem o tempo todo a espetar o banco da frente. Não há direito.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Se calhar hoje já trabalhei demais

É quase meia-noite, ainda estou agarrada ao computador e acabei de escrever toc em vez de toque.

domingo, 15 de abril de 2012

Ai Hanneli, Hanneli

Não basta estar sempre tão gira em cima da sua bicicleta...


 ...agora fez um editoral todo divertido para a Tank magazine.






terça-feira, 10 de abril de 2012

Há dias em que ser solteira é uma chatice

E o dia em que se marca as férias sem grandes planos e sem saber o que fazer com tanto tempo livre é sem dúvida um deles.

domingo, 8 de abril de 2012

A idade

Durante muito tempo, a minha avó foi a pessoa mais alegre que eu conheci. Dava gargalhadas que doíam nos ouvidos e usava o cabelo curto, o que fazia com que os olhos lhe parecessem ainda maiores. Durante muito tempo, a minha avó foi a minha melhor amiga dos fins-de-semana e deixava-me roubar-lhe o sofá-cama e espreitar os filmes do Freddy Kruger de quem eu tinha tanto medo, mas queria ver. Nesse tempo, podíamos adormecer a ver televisão mas também a conversar até as pestanas parecerem pesadas, porque o assunto nunca se acabava e eu sabia que queria ser assim quando fosse grande, sempre com qualquer coisa para dizer. E depois os anos passaram. E a distância que não parecia nenhuma alargou, como um sapato demasiado usado. A minha avó reformou-se, continuou a viver sozinha mas deixou de ter assunto. Ou de dar gargalhadas alto. O cabelo continuou curto, mas mais fino e ralo. Os filmes continuaram a dar na televisão mas se os vemos juntas ela acaba por fechar os olhos e adormecer, sem grande interesse. Não segue propriamente a história, há personagens que confunde, momentos que esquece, e é assim com a ficção mas também com a vida real. Esquece-se, baralha-se, teima que não fez coisas que acabou de fazer. O médico diz que algumas células do cérebro já morreram, já não voltam, é a idade. Assim, como se fosse a lei mais evidente deste mundo, e não doesse.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

O melhor é ir comprando um andarilho que já se viu que não vou para nova

Duas noites no Porto a sair até às tantas e a única coisa que consigo fazer ao chegar a Lisboa é dormir 12 horas seguidas que nem uma cobra no inverno.

quarta-feira, 28 de março de 2012

É impressão minha...

... ou Lisboa está cheia de turistas giros?

Não tarda nada vou para a rua com uma bandeirinha e disfarço-me de guia para me virem pedir informações.

domingo, 25 de março de 2012

Tachas

Ainda me lembro do tempo, há uns bons 10, 12, 13 anos, em que era preciso correr Lisboa para encontrar cintos de tachas ou pulseiras e malas. Lembro-me porque corri tudo, caída que estava sempre nos concertos de punk rock e hardcore onde toda a gente, ou pelo menos quem era fixe, tinha a sua tachazinha a espreitar por baixo da t-shirt ou na lapela do blusão, ao lado dos pins. Nessa altura, aí pelos meus 16 anos, o centro comercial da Portugália era dos poucos que vendia tachas à unidade, e passei semanas a fio a fazer um cinto branco, a furá-lo, a pôr pecinha a pecinha e a medir tudo para ficar centrado. Ainda hoje o tenho (por pura nostalgia, porque já está amarelo e feio e impróprio para sair à rua) e ainda hoje gosto de tachas, que entretanto resolveram sair do underground e estão por todo o lado, em versões mais ou menos exageradas, mais ou menos femininas, nos pés, nas carteiras, nos colarinhos.
Agora que o Estado me depenou as poupanças e o ordenado em impostos, estava capaz de agarrar em blusões e camisas antigas que tenho para aqui, sem graça nenhuma, e de me lançar num novo projecto. 







segunda-feira, 19 de março de 2012

Pois é, isto é estar apaixonado

"Só nós estamos vivos, somos a Arca de Noé."

Alexandra Lucas Coelho in "E a Noite Roda" (Tinta da China)

sexta-feira, 16 de março de 2012

Paris versus New York

Ontem mostraram-me isto e confesso que fiquei rendida: são desenhos de um ilustrador chamado Vahram Muratyan que anda entre Paris e Nova Iorque e que coloca sempre as duas cidades em diálogo através de referências de cultura ou do dia-a-dia. Depois do blogue (aqui), agora chegou o livro. E mais uma ideia para preencher as minhas paredes, já que também há uns quantos prints em alta resolução disponíveis..





terça-feira, 13 de março de 2012

Fotografias antigas

Este domingo estive em casa da minha mãe a remexer em gavetas e a tentar escolher, entre os álbuns antigos, uma ou duas fotografias para emoldurar na sala e tirar de vez aquela imagem de um menino a preto e branco que já vinha na moldura e que está há meses a fazer-me companhia sem que eu nunca o tenha visto na vida. Claro que ao fim de cinco minutos já não sabia bem porque é que lá tinha ido: de repente já estava a ver fotografias só por ver, com aquele misto de alegria do “olha este bolo que tu me fizeste” e de saudade das pessoas que já morreram, dos cães que já tive, dos primos que eram unha e carne e hoje nem sei onde vivem, dos meus pais tão felizes como eu nunca os vi. Sempre tive uma relação estranha com as fotografias antigas, porque sempre me incomodou a ideia de ver pessoas que não sei quem foram e não ter outro remédio senão imaginar-lhes uma vida, ou ver pessoas que foram tão especiais mas já morreram e saber que daqui a uns anos serão os meus filhos, os meus netos e bisnetos (god!) a olhar para tudo e a não fazer ideia dos nomes, das caras, das histórias, de quem elas eram. Lembro-me até, numa altura em que todos os meus colegas protestavam por ter de ler a Aparição a tempo do exame, de ficar absolutamente fascinada com o capítulo dedicado ao álbum de fotografias e que era precisamente isso: uma espécie de angústia por estar tudo esquecido, uma espécie de angústia pela previsão de ir ser esquecido.
Não sei de onde me vem este lado existencialista – ainda hoje acho que assustei o meu melhor amigo quando lhe perguntei, aos 17 anos, o que é que ele diria a si próprio se se encontrasse na rua –, mas sei que não vai melhorar com o tempo. Não que isso seja necessariamente mau ou interfira sequer com o meu estado de espírito. É só a forma como as coisas são, imagino que o meu lado profundo. E ao menos no meio disto  tudo sei exactamente o que quero, ainda que nunca o consiga: envelhecer com alguém que faça aquilo que o meu querido Julian Barnes escreveu no último livro: olhe para mim com 60 anos e veja o que está igual, mesmo que eu só veja o que desapareceu.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Já em Lisboa…

A nova escritura só em meu nome finalmente assinada. E uma daquelas coisas que não podemos prever por mais tempo que passe: uma estranha sensação de tristeza, de fim do fim, como aquele som do beep contínuo de quem desliga a máquina. Pensei que me ia apetecer abrir uma garrafa de champanhe mas para já só sinto que acabei de assinar os papéis do divórcio sem nunca ter tido a festa do casamento.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Um dia e meio em Paris e...

Um crepe com chocolate e banana - check.
As Tuileries da porta principal ao Louvre - check.
Uma comprinha na Colette - check.
Notre Dame e aquela sensação de que sou tão pequenina ali dentro - check.
As fotos de sempre tiradas em cima do Pont Neuf - check.
O Citadium e algumas das minhas marcas de street wear preferidas - check.
Um espectáculo à noite no teatro - check.
O avistamento de pelo menos um francês de cair para o lado - check check check.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Mas que bela ideia

Para quem não tem uma bicicleta (como eu) porque diz que não tem espaço para a guardar em casa, aqui está a solução. Flagrantemente roubada do All Good Things Come in Pairs.



quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Entretanto...

Ontem soube que um dos meus escritores favoritos (este) estava a almoçar ao lado de minha casa. E fiquei congelada sem saber se havia de sair do trabalho, apanhar um táxi e ir buscar os livros para ele autografar enquanto arranjava forças para lhe dizer que tudo o que ele escreve é maravilhoso e que gostava de chamar a minha gata de Elizabeth Feijão só por causa da siamesa da Grande Arte. Não fui, e claro que hoje já estou arrependida. É por essas e por outras que eu acho que se um dia descobrir o homem da minha vida só vou ter coragem para lhe perguntar as horas e tossicar um "era só, muito obrigada".

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Do que eu preciso é de um empurrão para me fazer à estrada

Depois de quase um mês a ir de casa para o trabalho e do trabalho para casa sempre a pé (uma hora de caminho todos os dias), hoje perguntaram-me finalmente se estou a fazer dieta. Confesso que já quase sonho com os solavancos do autocarro e que tenho saudades da rapidez do metro, mas as minhas pernas começam lentamente a perder o seu ar de gelatina Gelly Ja e por uma vez na vida parece quase possível estabelecer o objectivo de estar uma Lara Stone na altura da praia (ou pelo menos não correr o risco de ser confundida com uma morsa à beira-mar). Além de que comprei uma pulseira maravilhosa com o dinheiro que poupei do passe, o que também é sempre uma bonita motivação para enfrentar as colinas desta cidade.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Luv Aj

Descobri esta marca de acessórios já nem sei muito bem como, mas sempre que vejo novidades gosto ainda mais. Esta nova colecção e este lookbook então estão mesmo qualquer coisa.















 Mais coisinhas aqui.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Às vezes acho que vivo num filme do Jacques Tati

Ontem, como se não bastasse estar com uma gripe daquelas e ter de ir experimentar uma aula de dança com uma pontinha de febre e uma tosse que parecia que me ia saltar um pulmão, chego ao estúdio e vejo que as alunas têm todas para aí metade da minha idade. E mais: são elásticas, palavra que só pode, porque assim que começam os alongamentos é vê-las dobrarem-se quase ao contrário e parecerem umas avestruzes com as pernas todas esticadas e a cabeça encostada ao chão. Como diz o Roger Murtaugh no Arma Mortífera – bem lembrado ontem num episódio do How I Met Your Mother que vi quando cheguei finalmente a casa – estou demasiado velha para estas merdas.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O que vale é que nem tudo são más notícias

E o trabalho que me tem deixado estafada é o mesmo que me vai levar a Paris em menos de um mês, por duas noites. É um tirinho de viagem mas com sorte ainda dá tempo de ir comer um crepe de banana com chocolate, espreitar a Colette, sentar-me nas cadeiras de metal das Tuileries, ir à galeria da Miss Van ver as novas serigrafias, ver o rio da pontinha da Île de la Cité, atirar uma moeda e pedir um desejo na Shakespeare & Co e comer uma daquelas bolachas gigantes na pastelaria de que não me lembro o nome na Rua de Saint Honoré. Ah, saudades, que já falta pouco.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Os últimos dias

Uma longa e extenuante ginástica mental para controlar o ímpeto de ir pegar foto a uma repartição das finanças por inventarem impostos por tudo e por nada e pedirem 600 euros só para marcar uma escritura enquanto maldigo o dia em que resolvi comprar casa com outra pessoa e pondero imprimir numa t-shirt a máxima "separação de bens até à morte".

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Sei que preciso de férias quando...

De manhã, em vez de agarrar numa revistinha para ler calmamente enquanto tomo o pequeno-almoço, percebo que estou demasiado cansada até para focar os números do microondas.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Ahahah, ou então isto

Grande capa da Interview.

Juntei-me ao resto do mundo e rendi-me à Lana del Rey

E a culpa é toda desta fotografia, que me pôs a ouvir as músicas e que seria perfeita não fosse o exagero de botox nos lábios a fazer-me pensar que ela descobriu que era alérgica ao marisco depois de uma noite inteira a comer camarão.