segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
O que vale é que nem tudo são más notícias
E o trabalho que me tem deixado estafada é o mesmo que me vai levar a Paris em menos de um mês, por duas noites. É um tirinho de viagem mas com sorte ainda dá tempo de ir comer um crepe de banana com chocolate, espreitar a Colette, sentar-me nas cadeiras de metal das Tuileries, ir à galeria da Miss Van ver as novas serigrafias, ver o rio da pontinha da Île de la Cité, atirar uma moeda e pedir um desejo na Shakespeare & Co e comer uma daquelas bolachas gigantes na pastelaria de que não me lembro o nome na Rua de Saint Honoré. Ah, saudades, que já falta pouco.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Os últimos dias
Uma longa e extenuante ginástica mental para controlar o ímpeto de ir pegar foto a uma repartição das finanças por inventarem impostos por tudo e por nada e pedirem 600 euros só para marcar uma escritura enquanto maldigo o dia em que resolvi comprar casa com outra pessoa e pondero imprimir numa t-shirt a máxima "separação de bens até à morte".
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Sei que preciso de férias quando...
De manhã, em vez de agarrar numa revistinha para ler calmamente enquanto tomo o pequeno-almoço, percebo que estou demasiado cansada até para focar os números do microondas.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Juntei-me ao resto do mundo e rendi-me à Lana del Rey
E a culpa é toda desta fotografia, que me pôs a ouvir as músicas e que seria perfeita não fosse o exagero de botox nos lábios a fazer-me pensar que ela descobriu que era alérgica ao marisco depois de uma noite inteira a comer camarão.
domingo, 29 de janeiro de 2012
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Ser solteira aos 28-a-atirar-para-os-29
As pessoas têm histórias. Bagagem, cicatrizes, tralhas no sótão. Gostam de alguém mas se calhar maldizem por dentro o momento em que não lutaram por outra pessoa. Sonham com grandes conquistas e grandes vitórias pessoais mas se calhar já não se importavam de ser só o tipo que não segura a espada mas leva a bandeira e consegue chegar ao fim da batalha com as duas mãos inteiras e alguns farrapos. Porque cada dia em que se sai à rua é um dia em que se veste um alvo, e baixar a guarda é quase sempre acabar no chão, partir uns dentes, partir uns ossos ou algo que não se vê e é pior ainda. E isto sempre foi algo que me fascinou: a forma como uma pessoa colecciona histórias e desilusões e muda um bocadinho por causa disso, mesmo sem querer. Não falo só de desilusões amorosas, embora ultimamente tenha pensado bastante nisso. Porque acabada de sair de uma relação que teve início – com altos e baixos – quando eu tinha 25 anos, vejo agora que não sou a mesma pessoa – leia-se a mesma solteira – que era nessa altura. Não por não ter a mesma fé, que hei-de ser uma romântica estúpida por mais que me apaixone pelos homens errados e hei-de continuar a ser contra a ideia de fazer uns pagarem pelos erros de outros, mas porque não tenho a mesma ingenuidade. Porque aprendi coisas, porque percebi o que não queria, porque me sinto na obrigação de conseguir algo de muito bom a partir de agora, já que para mau bem me podia contentar com o que já tinha. Mas a grande questão, sei-o agora, é que quanto mais se cresce menos parece possível. Encontrar alguém com as mesmas vontades. Com a capacidade de ter um passado, uma história, várias histórias, mas não ser um traumatizado a caminho dos cuidados intensivos ao mínimo ai. Ou simplesmente alguém livre e com espaço suficiente para viver uma série de primeiras coisas connosco. Porque como se tudo isto não bastasse, ser solteira aos 28-a-atirar-para-os 29 não é só ter de lidar com mais pesos mentais e nódoas negras amorosas. É saber que vai ser sempre pior a partir de agora. E é sobretudo poder conhecer alguém que parece ter tudo a ver connosco, e ainda estar a pensar para dentro “será queee…..” e a dar pulinhos psicológicos de emoção, quando esse alguém tira uma chucha do bolso e fala no filho bebé que tem em casa. Ou da noiva que está mesmo a chegar. Ou da casa que divide com a namorada. Nestes momentos – isto aconteceu-me mesmo, um dia ainda vou perceber que há alguém a comandar isto tudo e que esse alguém resolveu distrair-se do tédio da omnipotência fazendo da minha vida afectiva uma comédia – nestes momentos percebo que já estou mais a andar para os trinta do que para outro lado qualquer. Que isto - casamentos, filhos, casas -, já é o que devo esperar. E palavra de honra que não sei muito bem como, nem quando, é que isto me aconteceu.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Claro que depois é impossível não adorar este homem
“Estou dizendo isto hoje, mas não garanto que daqui a um mês ainda acredite nesta ou em qualquer outra afirmação, pois tenho a boa qualidade da incoerência.”
Rubem Fonseca in Bufo & Spallanzani
domingo, 22 de janeiro de 2012
Obrigada alemão de olhos azuis e nome impronunciável
Por me perguntares porque é que não tenho comboios de namorados numa altura em que isso era tudo o que eu precisava de ouvir.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Esta semana foi do demónio
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Mentirosos natos
Há pouco tempo saiu um livro de um inglês que escreve sobre política e faz publicidade, Ian Leslie, que defende que somos mentirosos natos. Que o acto de mentir é uma ferramenta diária, nem que seja para não ofender os outros ou suavizar certos pensamentos. A tese não me choca e até concordo com ela, sobretudo porque o autor sublinha que sem isso nunca teríamos conseguido evoluir e criar relações humanas ainda nos tempos da pré-história. A parte que me impressionou foi mesmo a resposta que o autor deu a uma entrevista que lhe fizeram. Perguntaram-lhe quem são os maiores mentirosos da história - entre as respostas estão Bill Clinton e Deus, por ter dito a Adão e Eva que morreriam se comessem o fruto proibido - mas quando chegou o momento de o questionarem sobre a quem mentimos mais, Leslie disse simplesmente: "A nós próprios, sem dúvida. Precisamos de uma margem de ilusão para seguirmos com as nossas vidas." É que a carapuça não me podia servir melhor. E eu, que até me considero uma pessoa franca e honesta, nesta tenho de reconhecer que sou mesmo uma grande especialista em auto-ilusão.
domingo, 15 de janeiro de 2012
Malas malas malas
É domingo à noite e ontem não dormi nada só a pensar em trabalho. Tive uma entrevista há bocado e amanhã já é dia de trabalho outra vez. Parece-me portanto que mereço este momento de futilidade e um post feito mais de imagens do que de outra coisa. Malas malas malas que podiam vir já hoje ocupar o meu closet agora tão cheio de espaço.
Adoro o pormenor da malinha Proenza Schouler com o varsity da Supreme: high fashion e streetwear ♥
As fotos são quase todas Tommy Ton / Jak & Jil.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Não sou pessoa de superstições
Mas esta sexta-feira 13 está a ser qualquer coisa. O trabalho está atrasado. Vou passar o fim-de-semana de volta do computador, diz que vem lá chuva, não recebi a mensagem que tanto queria e tenho cada vez mais a certeza de que quanto mais simpática sou mais gente armada em esperta atraio. Era bom que sábado 14 fosse um dia de sorte, mas está-me a querer parecer que não, é só mais um dia como os outros.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Estes meninos chegaram ontem
Tão bonitos dentro de uma caixa, e tantos: 100 postais com 100 capas da Penguin. Lindas que só elas. E agora a questão é como é que vou escolher cinco - cinco - para emoldurar. Ou forro a sala toda?
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
O raio das facas novas
Estão tão afiadas que não posso descascar uma mísera cebola sem ficar com os dedos às tiras. As minhas horas na cozinha estão-se a parecer cada vez mais com um filme do Romero. E eu já temo que quem me vir sempre tão cheia de cortes nas mãos comece a pensar que ando deprimida e que passo os finais de dia a mutilar-me dentro da banheira. Mas não, podem ficar descansados. Isto de viver sozinha até está a ser giro.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
“Queres casar comigo?”, pergunta ela
Tenho uma grande amiga que ficou noiva. Vai casar em Setembro e está com um sorriso do tamanho da Via do Infante. Feliz que só ela. Eu gritei quando soube, gritei muito, e a novidade já foi devidamente festejada com brindes e abraços parvos e perguntas difíceis e avisos ao noivo, do género “se não a tratas bem ou se voltas atrás persigo-te até ao fim dos teus dias e vais desejar ter sido atropelado por um camião ou dizimado por abelhas assassinas”. Tudo entre mais gritos e abraços parvos e planos para beber muito no casamento e cantar músicas foleiras e essas coisas todas. Mas a questão que me deixou a pensar e que motivou este texto não foi não acreditar – aposto o braço esquerdo em como este casamento vai ser feliz (o direito é melhor não, dá-me jeito para escrever e não ando assim tão crente no amor) – foi antes de mais o passo para chegar a ele. Porque do meu círculo de amigas, esta já é a segunda que resolveu pegar no assunto entre mãos e chegar-se à frente. Ou seja, ser ela a pedir o namorado em casamento, e não o contrário. Tendo em conta que só quatro das minhas amigas já se casaram, é metade, e isso já dá uma espécie de sondagem fidedigna o suficiente para poder afirmar que os tempos, de facto, mudaram. Mulheres emancipadas e independentes já não são só mulheres que vivem sozinhas e pagam contas sozinhas e dão o litro no trabalho (olha eu, olha eu), são mulheres que não têm medo de pôr o joelhinho no chão (mentes impuras, não tirem conclusões precipitadas) e fazer a pergunta fatídica: queres casar comigo? E com tudo isto correr aquele risco que antigamente só os homens corriam: levar um rotundo não. (Ou então simplesmente assegurarem-se de que ele não escapa, que isto de homens sérios não há muitos e uma pessoa não pode esperar eternamente.)
Tudo isto para dizer que, depois de pensar muito sobre o assunto, e esbarrar com as minhas próprias noções românticas de que espero um dia ser pedida em casamento pela pessoa que me fizer mais feliz no mundo, chego à conclusão de que não há nenhum motivo para não poder ser a mulher a pedir o seu homem em casamento, a não ser uma tradição que vai sendo cada vez mais transformada e que já não é mesmo o que era. O que interessa é o compromisso, o que se faz para honrá-lo, a sinceridade da coisa. Quem pergunta se o outro está louco o suficiente para também mergulhar de cabeça ainda é o menos.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Devo ter sido um estrumpfe numa outra vida
De há uns anos para cá, o azul forte tornou-se na minha nova cor favorita. E agora a Asics lembrou-se de fazer uns ténis para me arruinar: os Gel Saga II “Mazarine Blue” desenhados por Ronnie Fieg. Estes meninos da imagem (suspiro...)
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Gosto muito da minha casa. Gosto mesmo
Mas era tão mais feliz quando a palavra spread ainda não tinha entrado na minha vida.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
O balanço do ano
Geralmente não sou pessoa de balanços. Não salto de alegria
quando os jornais resolvem passar em revista os 12 meses do ano e não dou por
mim a percorrer as páginas da agenda com um ar saudosista e a apontar para os
rabiscos que o mais certo é já não conseguir ler por esta altura. Mas este ano,
não sei porquê, sinto uma certa necessidade de arrumar o que me aconteceu. Se
calhar porque o que me aconteceu foi lixado, para usar uma palavra que nunca
uso, e 2011 foi um ano lixado, assim no geral. Mas sobretudo porque foi o ano
que começou comigo a achar que tinha tudo mas que acabou comigo a sentar-me uma
noite no sofá e a perceber que a minha vida tinha de mudar. Assim, como vemos
nos livros e nos filmes, mas na vida real. A chamada epifania, que para mim era
só uma palavra cara e passou a ser de facto um sentimento, uma revelação que eu
nunca tinha tido assim, desta maneira. Porque 2011 começou por ser o ano de
todas as expectativas – um novo desafio no trabalho, um novo passo na relação,
uma nova casa – mas acabou por ser o ano em que percebi que não vou ser nova
para sempre e que não posso ter para sempre este feitio de deixa andar, penso
amanhã nas coisas que me chateiam e deixam triste. De repente, dei por mim com
medo de me tornar numa daquelas mulheres que olham para trás aos 50 anos e se
arrependem de tudo o que não fizeram na vida e daquela vez em que não saíram
porta fora à espera que fosse melhor, uma daquelas mulheres que eu não quero
ser. E senti-me assim um bocadinho, aos 28 anos, presa não sei muito bem a quê
e a fazer contas e a pensar em papéis e em dinheiro antes de pensar no que é
realmente importante. Fazendo um balanço, o tal balanço, acho que a maior lição
deste ano foi ter percebido que o medo da solidão pode ser um mau conselheiro e
impedir-nos de ver coisas que não queremos ver. Ou então, que o amor é como as
plantas e as ervas aromáticas que tenho na varanda – se não se cuidar morre, e
é preciso calçar as luvas e ter a coragem de ver que morreu mesmo quando até
fizemos tudo para que se mantivesse vivo. O amor que eu tinha morreu em 2011, e
acho que isso era suficiente para ter feito deste ano uma bela merda, um
fracasso para riscar no calendário. Mas depois houve também o dia igual ao da
revelação no sofá, em que de repente acordei e me senti estupidamente orgulhosa
de mim própria. E o dia completamente inesperado em que alguém me relembrou que
até quando o coração parece uma passa ressequida pode voltar a latejar na
cabeça mais alto do que um bombo numa manifestação. Agora sou só eu mas alguma
coisa me diz que 2012 é que vai ser.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
As maravilhas das lojas de bairro
Descobri numa loja ao pé de casa, daquelas que têm caixas até ao tecto e cartolinas com promoções escritas a caneta de feltro, umas collants pretas que parecem collants por fora mas são polares por dentro. Entretanto vesti-as e isto é tão maravilhoso que me pergunto se parecerá muito mal ir lá outra vez encomendar um fato inteiro neste material e passar o resto do inverno vestida assim, tipo Catwoman.
domingo, 18 de dezembro de 2011
Agora a sério
Acho que já tinha a decisão tomada quando, há um mês, tive de comprar um aspirador novo e escolhi um próprio para quem tem animais de estimação em casa.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
domingo, 11 de dezembro de 2011
Ter ou não ter um gato, eis a questão
Para aí desde que me lembro, sempre tive animais de estimação. Pêlos na roupa, fios puxados, cocós para apanhar, tudo isso fez parte do meu crescimento e tornou-me um bocadinho na pessoa que sou hoje (tirando a parte de ser veterinária, ideia que ainda cheguei a ponderar do alto dos meus oito anos mas que rapidamente abandonei quando percebi que tenho mais medo de agulhas do que de pistolas e que a mínima gota de sangue é coisa para me pôr a dormir durante umas horas). Adiante. Há três anos, ganhei dois gatos como enteados – eram os gatos do meu então príncipe encantado e agora ex-namorado – ao mesmo tempo que deixava a minha gata/da minha mãe ficar na casa que sempre tinha conhecido. Pelo meio perdi a minha cadela e embarquei na árdua tarefa de educar dois felinos – que toda a gente sabe que não se educam – a serem menos selvagens e a descobrirem os prazeres de dormir no colo e essas coisas todas. De missão quase cumprida, agora dou por mim a dois dias de ficar sem saber o que isso é: pêlos na roupa, fios puxados, cocós para apanhar, e todas as outras coisas boas que é ter uma sombra de quatro patas para todo o lado e uma barriga para coçar nas alturas boas e más. Porque os gatos vão com ele, claro. Mais domesticados, mas vão embora. E eu ainda nem tenho a casa vazia e já dou por mim com a angústia de não ter um bicho qualquer a fazer-me companhia e a levantar-se de manhã ao som do despertador com a energia toda enquanto eu penso “só mais um bocadinhoooooo” e pergunto com os meus botões porque é que não me lembrei de instalar uma passadeira rolante da cama para a casa de banho quando fiz as obras cá em casa. Adiante (hoje estou para divagar, deve ser de ser domingo). Nos últimos dias tenho pensado muito em como resolver esta angústia. Já pensei que o que eu gostava mesmo era de ter um cão outra vez, mas não tenho condições para isso neste momento. Entre pagar um dinheirão que não tenho pelas vacinas mês a mês e deixá-lo quase todo o dia sozinho a roer-me os móveis novos, a racionalidade abateu-se sobre mim e desisti rapidamente da ideia. Então pensei que gostava de ter um gato de pequenino, comprar-lhe um cesto em forma de igloo como eles gostam e pôr-lhe um nome parvo como Siri ou Emile. Mas depois começam as dúvidas parvas: e se o homem dos meus sonhos é alérgico a gatos – (em todas as conversas de grupo há sempre alguém alérgico a gatos) – e da primeira vez que põe o pé cá em casa desata a espirrar e a inchar do pescoço e a pingar do nariz? E se vou parecer uma solitáriazona daquelas cheias de gatos em casa e quando dou por mim já tenho aqui uma colónia e nem consigo ver o meu chão que é tão bonito e de tábua corrida? E se me calha um gato daqueles que afia as unhas em tudo e lá se vai o meu sofá novo, que foi tão caro e por acaso até é feito naquele tecido que os gatos supostamente não gostam, mas nunca se sabe? É muito difícil. Ter ou não ter um gato, eis o novo dilema da minha vida. Mas se algum membro da minha família me está a ler, mais vale deixar já aqui por escrito que não me importava nada de ter um pequeno gato na árvore de natal este ano. Cinzento liso ou tigrado, já agora, que nunca tive nenhum desses. É que ficava logo o assunto resolvido.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Eu devia era imprimir a lista de que falei
Imprimi-la em papel reciclado, daquele mesmo rugoso que é
quase cartão, pôr-lhe sal e pimenta e comê-la aos bocadinhos. Porque a chatice
das listas é que de repente aparece uma pessoa que com uma perna às costas faz
“check” a tudo menos num detalhezinho que é só o mais importante de todos:
estar disponível.
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