Tão bonitos dentro de uma caixa, e tantos: 100 postais com 100 capas da Penguin. Lindas que só elas. E agora a questão é como é que vou escolher cinco - cinco - para emoldurar. Ou forro a sala toda?
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
O raio das facas novas
Estão tão afiadas que não posso descascar uma mísera cebola sem ficar com os dedos às tiras. As minhas horas na cozinha estão-se a parecer cada vez mais com um filme do Romero. E eu já temo que quem me vir sempre tão cheia de cortes nas mãos comece a pensar que ando deprimida e que passo os finais de dia a mutilar-me dentro da banheira. Mas não, podem ficar descansados. Isto de viver sozinha até está a ser giro.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
“Queres casar comigo?”, pergunta ela
Tenho uma grande amiga que ficou noiva. Vai casar em Setembro e está com um sorriso do tamanho da Via do Infante. Feliz que só ela. Eu gritei quando soube, gritei muito, e a novidade já foi devidamente festejada com brindes e abraços parvos e perguntas difíceis e avisos ao noivo, do género “se não a tratas bem ou se voltas atrás persigo-te até ao fim dos teus dias e vais desejar ter sido atropelado por um camião ou dizimado por abelhas assassinas”. Tudo entre mais gritos e abraços parvos e planos para beber muito no casamento e cantar músicas foleiras e essas coisas todas. Mas a questão que me deixou a pensar e que motivou este texto não foi não acreditar – aposto o braço esquerdo em como este casamento vai ser feliz (o direito é melhor não, dá-me jeito para escrever e não ando assim tão crente no amor) – foi antes de mais o passo para chegar a ele. Porque do meu círculo de amigas, esta já é a segunda que resolveu pegar no assunto entre mãos e chegar-se à frente. Ou seja, ser ela a pedir o namorado em casamento, e não o contrário. Tendo em conta que só quatro das minhas amigas já se casaram, é metade, e isso já dá uma espécie de sondagem fidedigna o suficiente para poder afirmar que os tempos, de facto, mudaram. Mulheres emancipadas e independentes já não são só mulheres que vivem sozinhas e pagam contas sozinhas e dão o litro no trabalho (olha eu, olha eu), são mulheres que não têm medo de pôr o joelhinho no chão (mentes impuras, não tirem conclusões precipitadas) e fazer a pergunta fatídica: queres casar comigo? E com tudo isto correr aquele risco que antigamente só os homens corriam: levar um rotundo não. (Ou então simplesmente assegurarem-se de que ele não escapa, que isto de homens sérios não há muitos e uma pessoa não pode esperar eternamente.)
Tudo isto para dizer que, depois de pensar muito sobre o assunto, e esbarrar com as minhas próprias noções românticas de que espero um dia ser pedida em casamento pela pessoa que me fizer mais feliz no mundo, chego à conclusão de que não há nenhum motivo para não poder ser a mulher a pedir o seu homem em casamento, a não ser uma tradição que vai sendo cada vez mais transformada e que já não é mesmo o que era. O que interessa é o compromisso, o que se faz para honrá-lo, a sinceridade da coisa. Quem pergunta se o outro está louco o suficiente para também mergulhar de cabeça ainda é o menos.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Devo ter sido um estrumpfe numa outra vida
De há uns anos para cá, o azul forte tornou-se na minha nova cor favorita. E agora a Asics lembrou-se de fazer uns ténis para me arruinar: os Gel Saga II “Mazarine Blue” desenhados por Ronnie Fieg. Estes meninos da imagem (suspiro...)
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Gosto muito da minha casa. Gosto mesmo
Mas era tão mais feliz quando a palavra spread ainda não tinha entrado na minha vida.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
O balanço do ano
Geralmente não sou pessoa de balanços. Não salto de alegria
quando os jornais resolvem passar em revista os 12 meses do ano e não dou por
mim a percorrer as páginas da agenda com um ar saudosista e a apontar para os
rabiscos que o mais certo é já não conseguir ler por esta altura. Mas este ano,
não sei porquê, sinto uma certa necessidade de arrumar o que me aconteceu. Se
calhar porque o que me aconteceu foi lixado, para usar uma palavra que nunca
uso, e 2011 foi um ano lixado, assim no geral. Mas sobretudo porque foi o ano
que começou comigo a achar que tinha tudo mas que acabou comigo a sentar-me uma
noite no sofá e a perceber que a minha vida tinha de mudar. Assim, como vemos
nos livros e nos filmes, mas na vida real. A chamada epifania, que para mim era
só uma palavra cara e passou a ser de facto um sentimento, uma revelação que eu
nunca tinha tido assim, desta maneira. Porque 2011 começou por ser o ano de
todas as expectativas – um novo desafio no trabalho, um novo passo na relação,
uma nova casa – mas acabou por ser o ano em que percebi que não vou ser nova
para sempre e que não posso ter para sempre este feitio de deixa andar, penso
amanhã nas coisas que me chateiam e deixam triste. De repente, dei por mim com
medo de me tornar numa daquelas mulheres que olham para trás aos 50 anos e se
arrependem de tudo o que não fizeram na vida e daquela vez em que não saíram
porta fora à espera que fosse melhor, uma daquelas mulheres que eu não quero
ser. E senti-me assim um bocadinho, aos 28 anos, presa não sei muito bem a quê
e a fazer contas e a pensar em papéis e em dinheiro antes de pensar no que é
realmente importante. Fazendo um balanço, o tal balanço, acho que a maior lição
deste ano foi ter percebido que o medo da solidão pode ser um mau conselheiro e
impedir-nos de ver coisas que não queremos ver. Ou então, que o amor é como as
plantas e as ervas aromáticas que tenho na varanda – se não se cuidar morre, e
é preciso calçar as luvas e ter a coragem de ver que morreu mesmo quando até
fizemos tudo para que se mantivesse vivo. O amor que eu tinha morreu em 2011, e
acho que isso era suficiente para ter feito deste ano uma bela merda, um
fracasso para riscar no calendário. Mas depois houve também o dia igual ao da
revelação no sofá, em que de repente acordei e me senti estupidamente orgulhosa
de mim própria. E o dia completamente inesperado em que alguém me relembrou que
até quando o coração parece uma passa ressequida pode voltar a latejar na
cabeça mais alto do que um bombo numa manifestação. Agora sou só eu mas alguma
coisa me diz que 2012 é que vai ser.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
As maravilhas das lojas de bairro
Descobri numa loja ao pé de casa, daquelas que têm caixas até ao tecto e cartolinas com promoções escritas a caneta de feltro, umas collants pretas que parecem collants por fora mas são polares por dentro. Entretanto vesti-as e isto é tão maravilhoso que me pergunto se parecerá muito mal ir lá outra vez encomendar um fato inteiro neste material e passar o resto do inverno vestida assim, tipo Catwoman.
domingo, 18 de dezembro de 2011
Agora a sério
Acho que já tinha a decisão tomada quando, há um mês, tive de comprar um aspirador novo e escolhi um próprio para quem tem animais de estimação em casa.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
domingo, 11 de dezembro de 2011
Ter ou não ter um gato, eis a questão
Para aí desde que me lembro, sempre tive animais de estimação. Pêlos na roupa, fios puxados, cocós para apanhar, tudo isso fez parte do meu crescimento e tornou-me um bocadinho na pessoa que sou hoje (tirando a parte de ser veterinária, ideia que ainda cheguei a ponderar do alto dos meus oito anos mas que rapidamente abandonei quando percebi que tenho mais medo de agulhas do que de pistolas e que a mínima gota de sangue é coisa para me pôr a dormir durante umas horas). Adiante. Há três anos, ganhei dois gatos como enteados – eram os gatos do meu então príncipe encantado e agora ex-namorado – ao mesmo tempo que deixava a minha gata/da minha mãe ficar na casa que sempre tinha conhecido. Pelo meio perdi a minha cadela e embarquei na árdua tarefa de educar dois felinos – que toda a gente sabe que não se educam – a serem menos selvagens e a descobrirem os prazeres de dormir no colo e essas coisas todas. De missão quase cumprida, agora dou por mim a dois dias de ficar sem saber o que isso é: pêlos na roupa, fios puxados, cocós para apanhar, e todas as outras coisas boas que é ter uma sombra de quatro patas para todo o lado e uma barriga para coçar nas alturas boas e más. Porque os gatos vão com ele, claro. Mais domesticados, mas vão embora. E eu ainda nem tenho a casa vazia e já dou por mim com a angústia de não ter um bicho qualquer a fazer-me companhia e a levantar-se de manhã ao som do despertador com a energia toda enquanto eu penso “só mais um bocadinhoooooo” e pergunto com os meus botões porque é que não me lembrei de instalar uma passadeira rolante da cama para a casa de banho quando fiz as obras cá em casa. Adiante (hoje estou para divagar, deve ser de ser domingo). Nos últimos dias tenho pensado muito em como resolver esta angústia. Já pensei que o que eu gostava mesmo era de ter um cão outra vez, mas não tenho condições para isso neste momento. Entre pagar um dinheirão que não tenho pelas vacinas mês a mês e deixá-lo quase todo o dia sozinho a roer-me os móveis novos, a racionalidade abateu-se sobre mim e desisti rapidamente da ideia. Então pensei que gostava de ter um gato de pequenino, comprar-lhe um cesto em forma de igloo como eles gostam e pôr-lhe um nome parvo como Siri ou Emile. Mas depois começam as dúvidas parvas: e se o homem dos meus sonhos é alérgico a gatos – (em todas as conversas de grupo há sempre alguém alérgico a gatos) – e da primeira vez que põe o pé cá em casa desata a espirrar e a inchar do pescoço e a pingar do nariz? E se vou parecer uma solitáriazona daquelas cheias de gatos em casa e quando dou por mim já tenho aqui uma colónia e nem consigo ver o meu chão que é tão bonito e de tábua corrida? E se me calha um gato daqueles que afia as unhas em tudo e lá se vai o meu sofá novo, que foi tão caro e por acaso até é feito naquele tecido que os gatos supostamente não gostam, mas nunca se sabe? É muito difícil. Ter ou não ter um gato, eis o novo dilema da minha vida. Mas se algum membro da minha família me está a ler, mais vale deixar já aqui por escrito que não me importava nada de ter um pequeno gato na árvore de natal este ano. Cinzento liso ou tigrado, já agora, que nunca tive nenhum desses. É que ficava logo o assunto resolvido.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Eu devia era imprimir a lista de que falei
Imprimi-la em papel reciclado, daquele mesmo rugoso que é
quase cartão, pôr-lhe sal e pimenta e comê-la aos bocadinhos. Porque a chatice
das listas é que de repente aparece uma pessoa que com uma perna às costas faz
“check” a tudo menos num detalhezinho que é só o mais importante de todos:
estar disponível.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
A lista
Quando se acaba uma relação, um dos consolos é achar que se
aprendeu alguma coisa com isso. Eu pelo menos gosto de pensar assim, em vez de
perder a minha fé nos homens e jurar para nunca mais e tornar-me uma carmelita
descalça. Mas a verdade é que também não sou uma pessoa tão racional como isso,
e aquilo com que acabo na maior parte das vezes é uma lista. Uma lista das
coisas que quero (e que não quero) que é a minha tábua de salvação até aparecer
alguém com o poder de me fazer cair para o lado e deitar essa lista aos céus
como uma valente rabanada de vento. Nesta fase, essa minha lista está em
construção e tenho a sensação de que se conhecer alguém e tiver algum primeiro
encontro, levo o blocozinho de folhas amarelas com uma bic presa por um cordel,
como nas repartições de finanças, e dou início ao meu inquérito. Não gosta de
praia? Não interessa. Tem medo de cães? Risca. É pessimista? Idem. Não olha
para trás ao menos uma vez depois de se despedir? Pode ir andando.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
zzzzz
Tiram-se três letrinhas ao za za zu e é isto. Em vez de borboletas, mosquitos parados e aborrecidos como dentro de uma garrafa. Uma pasmaceira.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Era só o que me faltava
Agora deu-me para ter borbulhas. Dizem que deve ser do stress (ou será da melga que anda há dias a rondar-me no trabalho?) mas era mesmo disto que eu estava a precisar: problemas de gente crescida numa pele de 13.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Hoje não estou grande coisa
Depois de perceber que não vou poder comprar as cadeiras que tanto queria, que vou ter de me sentar para sempre nos bancos pretos e duros que nem sequer são meus, que me esqueci do livro que estou a ler na secretária logo quando me estava a apetecer ler um capítulo, que gosto mesmo de cães mas não vou voltar a ter um tão cedo, que ainda me faltam escrever mil textos para acabar um trabalho que nunca mais acaba, que nenhum cão é a minha cadela por mais fofinho e divertido que seja, que os rapazes são giros, raios, e eu consigo escolher sempre os complicados, e que agora chove na minha cozinha, perdi cinco euros. Foi coisa aí de uns cinco minutos e ainda estou para perceber como é que uma nota consegue desaparecer com tanta rapidez de um bolso mais apertado do que uma touca da natação. E pensar que me levantei hoje mais cedo e tudo, para ter um dia tão espectacular. Mais valia porem-me a nuvenzinha de chuva em cima da cabeça de uma vez e pronto, eu já sabia.
Sempre tive um fraquinho por manjericos
E agora descobri que tenho umas grandes palpitações pela Manjerica, uma marca nova, portuguesa, que faz estas malas maravilhosas.
Palpita coração, palpita.
Palpita coração, palpita.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Há quem discuta a custódia dos filhos...
Nós lá em casa discutimos a custódia da box do Meo. Onde estão aí umas três temporadas do How I Met Your Mother à minha espera, todos os episódios do 30 Minute Meals do Jamie Oliver, a minha nova série adorada, Downton Abbey, uma meia dúzia dos clássicos da Dois que passam ao sábado à noite, as receitas da Sophie Dahl... e eu sei lá mais quantos filmes. O pior disto tudo é que não vai dar para fazer uma custódia partilhada e adoptar o esquema dos fins-de-semana e do toma-lá-a-box-no-Natal-que-eu-fico-com-ela-no-ano-novo.
É surreal, eu sei. Mas é sobretudo uma grande chatice.
É surreal, eu sei. Mas é sobretudo uma grande chatice.
domingo, 6 de novembro de 2011
Chegou aquela altura do ano em que me sinto mesmo sexy
Robe polar, pantufas da Kitty, e as calças do pijama entaladas nas meias de lã.
sábado, 5 de novembro de 2011
Entretanto...
Obrigada à Miss Glitering por estas palavras. Completamente inesperadas. E tão, tão boas.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
As fotografias da Frida Kahlo

Se há figura do século XX pela qual tenho um absoluto fascínio, é a Frida Kahlo. Não me canso de ler sobre a sua história, não me canso de ver os quadros, e hoje abriu no Museu da Cidade uma exposição onde me vão apanhar caidinha na certa, com mais de 250 fotografias dela.
Ontem à noite, a pensar nisto, fui pegar no maravilhoso livro da Alexandra Lucas Coelho, Viva México, e reler a parte sobre a Casa Azul, onde Frida viveu, pintou e esteve presa a uma cama durante tantos anos. E por mais que leia, por mais filmes que façam, é sempre inacreditável o que esta mulher sofreu e como transformou isso em arte de uma forma tão hipnotizante.
Começou tudo logo na infância, Frida foi sempre diferente dos outros, para o bem e para o mal. Logo em pequena teve poliomelite e ficou com uma perna atrofiada. Com aquela crueldade típica das crianças, ganhou a alcunha de “Frida perna-de-pau”, até estar envolvida num mega acidente, aos 18 anos. Como conta a Alexandra Lucas Coelho no tal livro Viva México, tinha apanhado um autocarro para o centro da cidade quando um eléctrico o esmagou contra a parede. “Um corrimão de aço entrou pela anca de Frida e saiu pela vagina, partindo-lhe a coluna pelo caminho. E como tudo isto aconteceu no México, o seu corpo foi coberto por ouro em pó, porque o impacto apanhou um restaurador a caminho do trabalho.” Seguiram-se 35 operações à coluna, vários abortos, a impossibilidade de ter filhos, a amputação dos dedos do pé e depois da perna. Pelo meio, Frida nunca deixou de pintar, e pintou aquilo que sofria, presa a uma cama, “com a cabeça presa por faixas e cabos”.
Quando Frida morreu, o seu marido Diego Rivera guardou todos os seus objectos na casa de banho da Casa Azul (a casa onde viviam e que é hoje uma casa museu), e “deixou indicações para que não fosse aberta antes de passarem 15 anos sobre a sua morte”. Aqui, toda esta história ganha contornos ainda mais irreais, porque a responsável pelo espólio nunca quis abrir a tal casa de banho e passaram-se 50 anos assim. Só em Abril de 2004 é que os novos responsáveis pelo espólio decidiram lá entrar. Encontraram próteses, roupas – há um livro que deve ser maravilhoso só sobre o roupeiro de Frida Kahlo – e mais de seis mil fotografias que a pintora foi tirando ao longo da vida.
São precisamente 257 dessas imagens que estão a partir de hoje em Lisboa. É a primeira vez que saem do México. E eu estou tão mas tão caidinha em frente a elas já este fim-de-semana. Ai se estou.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Ainda bem que eu não era má de todo a matemática
Entre pagar a prestação da casa, o seguro de vida, o seguro
de saúde, o crédito da cozinha, as facturas da EPAL, do Meo, do gás e da
electricidade, completamente sozinha, vou ter que fazer muitas continhas nos
tempos que se avizinham. Estou a pensar até ir rever as regras de trignometria
que dei no 9º ano e que nunca percebi, a ver se ajuda. Vale tudo.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Gosto de moda, gosto de livros
Parece-me portanto que já era mais do que tempo de ter uma mala da Olympia Le-Tan. Podia ser já esta do Drácula ou um Nabokovzinho.

terça-feira, 1 de novembro de 2011
Acho que sou mesmo um cão pastor (mas muito prendado)
Hoje foi o primeiro dia pós-"divórcio" que resolvi ficar em casa e não sair para me distrair com o mundo. Vai daí, toca de aspirar, limpar o pó, passar a ferro, organizar pastas, fazer o almoço, pôr livros por ordem alfabética e até recortar receitas. Às seis da tarde, dei por mim a ponderar fazer bolachas no forno, coisa que nunca fiz na vida e que só continuo sem nunca ter feito porque me faltam na despensa ingredientes essenciais como amido e açúcar baunilhado. Mais uns dias assim e isto já nem sou eu naquela-hiperactividade-a-ver-se-não-me-cai-a-ficha. Mais uns dias assim e isto sou eu como uma perfeita Martha Stewart. Uma rapariga prendada, um (ainda) melhor partido.
Ora toma.
Ora toma.
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