Entre pagar a prestação da casa, o seguro de vida, o seguro
de saúde, o crédito da cozinha, as facturas da EPAL, do Meo, do gás e da
electricidade, completamente sozinha, vou ter que fazer muitas continhas nos
tempos que se avizinham. Estou a pensar até ir rever as regras de trignometria
que dei no 9º ano e que nunca percebi, a ver se ajuda. Vale tudo.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Gosto de moda, gosto de livros
Parece-me portanto que já era mais do que tempo de ter uma mala da Olympia Le-Tan. Podia ser já esta do Drácula ou um Nabokovzinho.

terça-feira, 1 de novembro de 2011
Acho que sou mesmo um cão pastor (mas muito prendado)
Hoje foi o primeiro dia pós-"divórcio" que resolvi ficar em casa e não sair para me distrair com o mundo. Vai daí, toca de aspirar, limpar o pó, passar a ferro, organizar pastas, fazer o almoço, pôr livros por ordem alfabética e até recortar receitas. Às seis da tarde, dei por mim a ponderar fazer bolachas no forno, coisa que nunca fiz na vida e que só continuo sem nunca ter feito porque me faltam na despensa ingredientes essenciais como amido e açúcar baunilhado. Mais uns dias assim e isto já nem sou eu naquela-hiperactividade-a-ver-se-não-me-cai-a-ficha. Mais uns dias assim e isto sou eu como uma perfeita Martha Stewart. Uma rapariga prendada, um (ainda) melhor partido.
Ora toma.
Ora toma.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Despojos de guerra
Tenho saudades do tempo em que acabar um namoro era arrancar
fotografias das paredes do quarto, apagar mensagens do telemóvel, chorar muito
e guardar todas as cartas, cartões e CDs gravados numa caixa, no fundo da
gaveta. Agora, acabar um namoro com alguém com quem se vive (e com quem até se
comprou uma casa) é tirar fotografias das molduras, apagar mensagens do
telemóvel e guardar as cartas no fundo da gaveta, mas também fazer contas, ir
assinar papéis ao notário, dividir móveis e quadros e talheres, pôr um anel
onde estava a aliança de namoro, para não se ver a marca e não se sentir a
falta de qualquer coisa em que mexer quando um texto vai a meio e a inspiração
não há maneira de chegar, abrir outra conta no banco, fazer mais uma
transferência, mudar o contrato da água e da electricidade, ir ao banco mais
uma vez e começar a pensar como é que se vai encher as prateleiras e as paredes
que vão ficar vazias quando tudo acabar de sair. É suposto ser esta a diferença
entre ser-se adulto ou adolescente. Mas de repente, a mim só me parece que o
amor se torna tão maduro e tão crescido que passa a ser muito menos apaixonado
e mais como uma espécie de contrato que expirou, mais um número no meio de
tantos outros. É que no meio de tantas contas e de tanta papelada, uma pessoa
quase se esquece daquela parte de chorar muito e jurar que nunca mais vai
querer saber de um ser humano à face da terra. Ou então sou só eu, que sou como
aqueles cães pastores que estão felizes enquanto tiverem uma tarefa para fazer
mas dão em doidos quando tudo pára e as coisas batem a sério.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Ando um bocado obcecada por decoração
E assim de repente, o novo catálogo da Area podia ir todo lá para casa. A começar por esta mini-secretária e esta cadeira vermelha da imagem, que iam ficar tão lindas no meu escritório (e sempre são um desejo mais realista na minha hiper - hiper - contenção actual).
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Senhores, um pouco mais de imaginação, sim?
Parece que a moda das sequelas chegou ao cinema. E não é só das sequelas. É das prequelas, dos remakes, das adaptações, tudo o que tenha a ver com um produto já feito, seguro e que não implica muita criatividade. É claro que há excepções - Toy Story 3, estarás para sempre no meu coração - mas um bocadinho de imaginação não fazia mal a ninguém. É que acabei de ler que vão fazer uma prequela sobre a vida do Gepeto antes de construir o Pinóquio. Do Gepeto. A sério. Só me resta perguntar: e a seguir? Fazem a prequela do Pinóquio quando ainda era só um tronco de madeira num bosque?
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Caramba
Chega a chuva e com ela as tradicionais dores de garganta. Se me aparece mais alguém a dizer "que bom que o Outono chegou, já não podia mais com o sol e o calor", atiro-lhe com um espirro. E uma borrifadela de Locabiosol para cima.
sábado, 22 de outubro de 2011
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Num mundo perfeito…
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
As razões do meu silêncio
Não, não estou fechada em casa com uma caixa de lenços de papel e a ouvir o "All by myself" em repeat. Este blog anda outra vez mal tratado e raramente actualizado porque ando a trabalhar que nem uma doida. Dizem que é bom para as depressões amorosas - e deve ser, porque a verdade é que a tristeza se foi faz hoje uma semana e meia (sim, eu contei) - mas hoje juro que quando o despertador tocou me senti como aqueles desenhos animados enfiados no colchão, tão pesada e tão sem forças que ainda é um mistério como é que consegui sair da cama e como é que não ficou lá a minha marca, tipo cadáver desenhado a giz no CSI.
Mas vai melhorar, eu prometo. Há coisa de um mês prometi a mim mesma seguir uma nova máxima a que chamo "a máxima dos mais": arranjar mais tempo, divertir-me mais e fazer mais coisas de que gosto. Este blog é uma das coisas de que gosto, por isso não desistam de mim que eu volto.
Mas vai melhorar, eu prometo. Há coisa de um mês prometi a mim mesma seguir uma nova máxima a que chamo "a máxima dos mais": arranjar mais tempo, divertir-me mais e fazer mais coisas de que gosto. Este blog é uma das coisas de que gosto, por isso não desistam de mim que eu volto.
domingo, 9 de outubro de 2011
Para quê pensar em castanhas assadas quando se tem isto?
Cinco mergulhos daqueles de ficar a boiar no mar (que eu tenha contado).
Horas e horas a torrar ao sol.
Uma caminhada madrugadora à beira-mar.
E até golfinhos na água.
Foi um belo dia de Outono, sim senhor.
Horas e horas a torrar ao sol.
Uma caminhada madrugadora à beira-mar.
E até golfinhos na água.
Foi um belo dia de Outono, sim senhor.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
sábado, 1 de outubro de 2011
Do que eu estava mesmo a precisar era disto
Dançar toda a noite com as amigas.
Dançar tanto que ainda tenho os pés em forma de sapato.
E hoje há mais.
E desta vez vou de ténis.
Segurem-me.
Dançar tanto que ainda tenho os pés em forma de sapato.
E hoje há mais.
E desta vez vou de ténis.
Segurem-me.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
O dia em que as coisas acabam
É um dia igual aos outros. De manhã o sol nasce e à noite põe-se e fica escuro outra vez. Os donos passeiam os cães de manhã, os pais deixam os filhos na escola, as pessoas esperam pelo autocarro e a manteiga está dura de estar no frigorífico, como sempre. Mas não é um dia igual aos outros, cá dentro não é. O mundo que continua a girar com a mesma velocidade e as mesmas rotações por minuto parece que está envolvido numa espécie de celofane, ou que saímos de casa com as borrachas para o barulho ainda nos ouvidos. A vida continua, mas parece que só lá ao fundo, quase irreal, como as imagens que passam nas salas de espera das urgências e a quem ninguém liga. O dia em que as coisas acabam tem 24 horas como os outros mas é uma espécie de maratona interminável. É o dia do nosso fracasso, um fracasso pior do que ter negativa na escola ou perder uma corrida ou queimar o jantar com convidados à mesa, porque é um fracasso que vem de dentro, que vemos só como nosso, mesmo quando não é e é pouco justo impor esse peso. É o dia em que queremos que falem connosco e nos façam esquecer este aperto no peito, ou então que fiquem calados, porque dói se disserem coisas tristes, e dói se disserem coisas felizes. É o dia em que sentimos que estamos a andar para trás mesmo quando as pernas andam para a frente, e como não somos caranguejos não conseguimos evitar ficar ainda mais, um bocadinho mais tristes. Dizem-nos que é o primeiro dia das nossas vidas, mas enquanto acontece parece só um grande, enorme, baixar de braços.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Do filme que fui ver ontem (II)*
- Imagina que desde miúdo sonhas ter um leão, só queres ter um leão, mas os anos vão passando e nunca aparece nenhum. De repente vês uma girafa, sabes que podes ter a girafa. Não vais querer a girafa?
- Eu vou continuar à espera do leão.
- É por isso que me preocupas.
* Beginners - Assim é o amor (tradução das citações muito mas muito livre, que a minha memória já não é o que era).
- Eu vou continuar à espera do leão.
- É por isso que me preocupas.
* Beginners - Assim é o amor (tradução das citações muito mas muito livre, que a minha memória já não é o que era).
Do filme que fui ver ontem*
- Porque é que me deixaste ir embora?
- Porque acho sempre que as coisas não vão resultar e então asseguro-me de que não resultam.
* Beginners - Assim é o amor, de Mike Mills
- Porque acho sempre que as coisas não vão resultar e então asseguro-me de que não resultam.
* Beginners - Assim é o amor, de Mike Mills
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Em modo Ratatui
Uma amiga mandou-me uma mensagem preocupada a dizer que o meu blogue anda muito “arratazanado”. Sendo o blogue uma extensão do que me vai na cabeça, isso preocupa-me. A única ratazana de que gosto no mundo é do Ratatui, e toda a gente sabe que o Ratatui é um desenho animado.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Corrector ortográfico
O dicionário do word não reconhece a palavra ternurenta e propõe, nas correcções, turbulenta.
Que grande cínico.
Que grande cínico.
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